A mídia vem nos trazendo uma preocupação assustadora e inquietante nos últimos dias: as notícias de invasões de residências e condomínios por quadrilhas numerosas e fortemente armadas. Indiscutivelmente, ter a presença destas pessoas dentro do seu lar, ameaçando sua família e violando sua privacidade, é de um temor traumatizante.

Mas há algo que difere as ocorrências atuais de outras, além do empenho de força aplicado pelos criminosos, é que eles estão agindo no “atacado”. Ou seja, a vítima não mais precisa ser uma pessoa afortunada em bens e dinheiro para ser eleita como alvo. Muitas vezes os criminosos elegem sua vitima, por dela obter informações privilegiadas.  Nos depoimentos sempre aparece: “eles sabiam onde estava o dinheiro”, “foram direto nas jóias”, dentre outras indicações que mostram o conhecimento deles em relação a seus objetivos.

Com isso, percebemos a transformação das moradias em verdadeiras fortalezas, com a mais alta tecnologia de controle de acessos, muros e cercas, câmeras, e ai vai. Mas muitas pessoas não se dão conta do principal, o perigo pode não estar na rua e sim, dentro de casa. Isso mesmo, é de lá que sai a informação para a ação criminosa iniciar. Você já pensou nas pessoas que freqüentam sua casa e se elas são dignas de sua confiança e ter acesso a sua privacidade? Aquela pessoa que veio fazer um conserto, uma reforma ou a manutenção de rotina; empregados; prestadores de serviço; o amigo do amigo. Quem são estas pessoas? E muitas vezes a traição vem de nós mesmos, na ostentação do que temos e na displicência de nosso dia-a-dia, com comentários que fazemos no mercado do bairro, no posto de gasolina que abastecemos freqüentemente, nas redes sociais da internet; enfim, no acesso que damos a pessoas que pouco conhecemos.

São tempos difíceis, por isso temos de cuidar o que temos em nossa volta. Ter a precaução e saber contratar as pessoas que vão trabalhar em nossas casas, no condomínio, em nossas empresas. Temos de enfrentar esta realidade, na esperança de que ela mude e fazendo com que ela mude, mas enquanto isso, precisamos pensar em segurança preventiva, para o bem de nosso patrimônio, de nossas vidas e de nossa família.