Quando o assunto é roubo e furto de veículos, o estado gaúcho desponta entre os primeiros do ranking nacional nesse tipo de crime. De janeiro a maio deste ano, 13.888 automóveis foram parar nas mãos de bandidos, segundo o Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul.

Em Porto Alegre, somente no mês de maio, foram 960 ocorrências. Desde o primeiro dia de 2018, a cidade contabiliza 5.170 casos. Uma média de 34 veículos levados por dia, mais de um por hora.

O especialista em segurança, Gustavo Caleffi, destaca que os automóveis são bastante visados por quadrilhas que buscam, principalmente, clonar ou destinar o material roubado para desmanches. Diante disso, o diretor da Squadra – Gestão de Riscos reforça a necessidade de que atitudes preventivas sejam tomadas pelos condutores. A principal delas: a atenção.

“Na maioria das vezes, os delinquentes andam algumas ou muitas quadras atrás da vítima e a pessoa não percebe. Ela está prestando atenção numa conversa dentro do carro, está sozinha e falando ao telefone”, observa Caleffi.

“Parou no sinal, observa quem está atrás, do lado. Muitas vezes, você anda por uma avenida por duas, três ou quatro quadras e percebe que o veículo de trás é sempre o mesmo. Você pega à direita e o de trás faz o mesmo, troca de pista e acontece da mesma forma. Não é natural que alguém esteja fazendo o mesmo caminho que o seu.”

Os criminosos costumam se utilizar de duas situações: a supremacia da força (pelo uso de arma de fogo) e o efeito surpresa. Por conta disso, estar atento ao que acontece ao redor pode servir de escape para um ataque.

Outro aspecto considerado importante pelo especialista é o momento de estacionar o automóvel em via pública. Caleffi recomenda deixar o veículo sempre antes da entrada de uma garagem ou em uma esquina.

“Muitas vezes, é preferível eu estacionar a duas ou três quadras de distância de onde vou, em um lugar com agilidade para estacionar e desembarcar depois, do que colocar numa vaga apertada em frente ao meu destino. A maioria dos episódios de roubos de veículos se dá no momento do embarque ou do desembarque”, relata o especialista.

Que a atenção ao volante é considerada um dos principais elementos para evitar um roubo, não restam dúvidas. No entanto, o diretor da Squadra – Gestão de Riscos avalia como essencial que esse tipo de ação criminosa não seja amparado pelo financiamento, por exemplo, através da compra de peças de automóveis de estabelecimentos que não estejam devidamente regularizados. “A demanda se dá pela comunidade. Quando eu começo a comprar peças usadas, passo a ter um risco muito grande de comprar peças roubadas. Normalmente, quem fomenta esse mercado, o crime, é o próprio cidadão, fazendo com que ele próprio seja uma próxima vítima.”

De acordo com o Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul, em torno de 35% da frota é segurada, levando com que muitas vítimas de roubo tenham que fazer um gasto não programado para adquirir um novo bem.

Fonte da noticia: http://www.band.uol.com.br/m/conteudo.asp?id=100000920648&programa=cidades