O ambiente mais arriscado e propício para ser atacado por qualquer tipo de ação criminosa é aquele que apresenta “guarda baixa”. Pessoas em cenários comuns, desconsideram determinados riscos por entenderem que certos tipos de crimes não acontecem com tanta frequência. Assim, preconcebem que esses perigos não pertencem áquele espaço e acabam sendo alvos fáceis para grupos ou ações criminosas.

O recente episódio de Suzano demonstrou a fragilidade de nossas instituições de ensino na proteção contra ataques terroristas, como o que assolou a Escola Estadual Raul Brasil na semana passada. Assim lhes pergunto: você acha que somente as escolas podem se tornar alvos? Infelizmente a resposta é não. A população brasileira tem uma cultura muito negativa para se restituir como uma nação segura e isso porque somos extremamente reativos. Sempre esperamos os problemas aparecerem para então buscarmos mecanismos de segurança. Só que em casos de terrorismo, essa proteção não depende única e exclusivamente dos órgãos de segurança pública, mas sim da união de nossa sociedade contra esse mal que se dissemina em todo o mundo.

Os terroristas do presente momento não são só aquelas pessoas que andam com coletes cheios de explosivos e se estouram para atingir alvos desejados, a fim de conquistar 72 virgens no paraíso. Antes mantivéssemos esse paradigma, o já reputado terrorismo religioso. A comunicação globalizada expõe diversas facetas de características igualmente violentas e extremas, assim a cada semana temos mais casos com diferentes “modus operandi”, ocorrendo em distintas instituições nos diferentes cantos do nosso planeta.

Acabo de ser informado por veículos de comunicação que foi identificada uma ameaça de ataque no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Prenúncio que já havia sido alertado no início das investigações do episódio de Suzano. Mesmo que este risco tenha sido advertido, certamente as instituições em questão mantiveram o mesmo pensamento de sempre: “com tantas escolas por aí, não será a nossa a selecionada” e assim a estrutura de segurança permanece igual. Esse é o pensamento reativo: que consiste sempre em desconsiderar que estamos em meio ao perigo.

Quando nos colocamos desta forma, estamos atraindo possíveis ações contra nós. Em casos de ataques planejados, os agentes de tais ações sempre fazem uma avaliação da estrutura de segurança dos ambientes a serem atacados, pois terroristas sempre pensam em ter a maior abrangência em termos de nível de impacto em seus ataques. Justamente para ganharem publicidade e criarem essa sensação de pânico disseminado numa região, país e se possível no mundo inteiro.

O Brasil é um país principiante quando o assunto é terrorismo, embora já tenhamos sofrido diversos ataques, tais acontecimentos nunca são devidamente considerados como deveriam. Sendo assim, precisamos urgentemente nos unir como sociedade para atuarmos em parte nessa prevenção, utilizando recursos que já estão disponíveis para nos alertar a qualquer situação suspeita que venha a ser identificada pelas pessoas de nossa comunidade, seja na rua ou até mesmo no ambiente virtual.

Com a missão de assistir em situações de emergência e casos como este, nasceu o Aplicativo de Segurança Colaborativa – Be On, ferramenta gratuita e que já conta com milhares de usuários em todo o Brasil. São dezenas de opções e tipos de ocorrências a serem registradas através da plataforma. Dentre elas, você pode criar um Alerta denominado Incidente de Segurança e através desse registro, todos os órgãos de segurança nacional podem ter acesso para consultar e ter maior agilidade na resposta de situações urgentes. Só assim podemos agir preventivamente contra o terrorismo: usando o poder da união de nossas comunidades e a praticidade de ferramentas que transmitam informações extremamente relevantes de maneira rápida e a nosso favor.